sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Impacto real de uma taxa de juro próxima dos 7%...

     Cada Português, Pais, filhos, enteados, netos, padres, policias, advogados, arquitectos, economistas, politicos, varredores de ruas, jogadores de futebol, empregadas de limpeza, etc… irá ter que suportar nos próximos 10 anos cerca de + 1,400€ só pelo acréscimo na taxa de juro suportada  por Portugal em relação á Alemanha, e unicamente referente ao montante de divida colocada pelo estado português em 2011, que equivale a cerca de 30% da divida total do estado português. Tomando os presentes calculos por referência e se as taxas de juros se mantivessem ( a este nivel  insuportável ) durante os próximos 2 anos, toda a divida pública estaria a ser financiada a estas taxas e caberia então a cada cidadão, cerca de + 4,200€ de juros no final dos 10 anos só resultante da diferença de taxa entre Portugal e Alemanha. Em 2011, o estado português irá suportar + de 7,000,000,000€ de Juros, o que equivale a + de 650€ por cada português no final do ano, só de Juros!!

Confirme o conteudo deste texto aqui;
http://www.scribd.com/doc/46868245/Juros-divida-publica-PT2011  

10 comentários:

  1. Acho muito bem e aproveito para partilhar :

    -Notícia de ontem do site da RTP: "Cerca de 30%dos portugueses sofrem de perturbações mentais".

    -Sondagem da semana passada divulgada na comunicação social: "Sócrates recolhe 30%da preferência de voto dos Portugueses"

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  2. Apenas uma sugestão, querido "Anónimo"
    Deixem de bater no "ceguinho"!
    - Podem vir 10 novos 1ºs Ministros a seguir ao que temos agora... Nada vai mudar!
    - Os problemas decorrem da mentalidade democraticamente masoquista que, como provavelmente se verificará na Eleição Presidencial, determina que uma maioria prefira MAIS DO MESMO, em vez de arriscar qualquer tipo de mudança.
    - Depois de verificarmos a incapacidade de "invenção de utopia" por parte de TODO o leque politico-partidário actual, apenas me ocorre perguntar: PORQUE RAZÃO INSISTIMOS EM DESCOBRIR SOLUÇÕES NOVAS, USANDO PREMISSAS E LÓGICAS QUE SEMPRE FIZERAM PARTE DO PROBLEMA?

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  3. É um facto.
    Bater no Primeiro Ministro, não atrasa nem adianta.
    De certa forma é até um «atestado» de menoridade politica de um povo. Quer queiramos quer não foi o eleito pelo maior numero de votos, e isso deve-nos merecer respeito, mesmo sabendo que a sua competência, não é a que gostaríamos que fosse mas é a única que merecemos, pois afinal como povo só temos os políticos que merecemos.

    PS - Sócrates não nunca foi eleito com o meu voto.

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  4. Uma precisão. O facto de ter sido eleito por 30% deve-nos merecer o respeito, sublinho "que nos merece quem nele votou", que pode ser pouco ou muito.

    Portugal, a manter o nível de crescimento económio dos ultimos 10 anos (0.5%), não consegue (Ponto) financiar as suas obrigações a 10 anos a mais do que a 0.5% de juro.

    Todo o restante faz empobrecer a economia portuguesa no diferencial. A recessão económica de Portugal é de 0.5 menos o nível médio acumulado de juros que se paga.

    Temos portanto um país que empobrece cerca de 5% por ano, na realidade.

    Amigos, numa situação de muita dificuldade em que nos encontramos, é mais do que normal que a maioria da população se sinta com medo e incapaz de reagir.

    Sempre assim foi in illo tempore...

    O que não é normal....é que não apareça ninguém ara agir....ou que aparecendo não consiga o apoio popular para o fazer...

    Aí reside, a meu ver o verdadeiro problema.

    Cumprimentos.

    Edu

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  5. Para ser muito sincero, eu não creio que o problema dos juros seja relevante.

    Se olharmos de forma pragmática para o sistema financeiro mundial, verificamos que ele se resume a uma gigantesca pirâmide Ponzi que está no limiar de ser "desmascarada" pelas sucessivas rupturas financeiras de numerosos países.

    Alguém (economistas, políticos, raters, "investidores", etc) vai compreender que a partir do "pico do petróleo", momento em que se inicia a rota descendente na utilização deste fluído (que nada mais é do que milhões de escravos baratos e "remunerados" através da degradação ambiental e extinção massiva da bio-diversidade planetária) o propalado "crescimento" é uma insustentável falácia, um gigante com uns pés de barro que se estão a dissolver por falta de sustentabilidade.

    Em breve (porque não existem alternativas), entraremos num período (já muito falado) de DECRESCIMENTO SUSTENTÁVEL em que todas as dívidas serão forçosamente renegociadas ou/e pura e simplesmente extintas.

    Aguardo com entusiasmo o "agravamento" da crise mundial, pois ele é determinante para que aquele cliché - mudança de paradigma - deixe de ser um vocábulo sem significado real ou conteúdo, debitado por políticos, economistas, comentadores de bancada ou de púlpito, etc, para passar a ser uma realidade vivida alegremente por todos.

    No entretanto deixei de dar "tempo de antena" à discussão espúria sobre a dívida e respectivos juros, para me dedicar a desenvolver as alternativas: http://permaculturaportugal.ning.com/
    Passe a publicidade ;-)

    Abraços e bom fim de semana para todos :-D

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Looking forward to meet you Luis.

    Já o tinha dito ao Carlos em Setembro. Raramente vou a Portugal mas num dos nossos próximos jantares é um gosto pessoal que participes na tua melhor forma.

    Muito interessante comentário e provocador de reflexão.

    Edu

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  8. Será para mim um prazer poder-vos apresentar um ao outro.

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  9. Obrigado Carlos!
    Agradeço a atenção, o elogio e o convite, Edu!
    Vamos nessa :-)

    Eu gosto mesmo de passar uns bons momentos com gente inteligente, perspicaz e activa como o Carlos. Se fazes parte do seu "círculo", será certamente um prazer duplicado ;-)

    Só espero estar na minha melhor forma, para não decepcionar....

    Luís

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