Quando o vento sopra forte, uns abrigam-se e outros constroem moinhos. (provérbio chinês)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O Problema da Segurança Social Portuguesa ( 2000-2012)
No período em análise o estado português aumentou a sua
despesa com pensões de 9 para 14,5% do PIB. - Um aumento relativo superior a 50% em
apenas 12 anos!!! Ao contrário do que se crê, o envelhecimento da população «só» contribuiu para esta explosão na despesa da Segurança Social com pensões, em 30%.
O maior contributo - 45% - advêm do aumento do valor médio das pensões em relação ao PIB/Percapita, por outras palavras, em relação à riqueza produzida no país.
Com um aumento absoluto de 75% as pensões de velhice, lideram este ranking. Durante o mesmo período o aumento do PIB/por trabalhador, aumento «apenas» 40%.
O aumento das pensões mínimas de 2,300€/ano em 2000 para 3,000€/ano em 2005, juntamente com a criação do Complemento Solidário para Idosos, fecham o leque dos maiores impactos, no crescimento da despesa da Segurança Social com pensões.
Com um contributo de 10% para este aumento, estão as situações de pré-reforma, um efeito colateral que deriva directamente da mais recente reforma das pensões (2007), e que levou a que muitas pessoas com receio de virem a perder mais «direitos» tivessem optado por antecipar a sua reforma, assumindo de uma vez as penalizações imediatas, em vez de aguardarem o efeito de eventuais penalizações futuras.
Por fim, os restantes 15%, devem-se a factores macroeconómicos, nomeadamente o facto do emprego na população entre os 15 e os 64 anos ter descido de 72% para 65%, por outras palavras a explosão do desemprego a que temos assistido nos últimos 2 anos, com maior incisão nos últimos 6 meses.
À parte o conjunto de factores mencionados existem ainda outros que irão contribuir para um aumento ainda maior dos encargos da SS, com pensões, nomeadamente a inclusão na SS, dos fundos de pensões da banca ocorridos em 2011 e 2012.
Estima-se que, só por si, este facto irá contribuir para que nos próximos anos a despesa da SS com pensões venha a sofrer novo incremento significativo, não estabilizando esse crescimento antes de 2020, colocando em causa o equilíbrio financeiro da SS, muito antes do prazo previsto em 2007.
Fonte: Relatório do @FMI2012.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Orçamento de Estado - 40 anos de SUPERAVIT ( 1928-1968 )
«O tesoureiro da câmara Em 1950, um funcionário da câmara municipal de Lisboa, foi convidado para assumir a função de tesoureiro, com a condição prévia de hipotecar todos os seus bens imobiliários à câmara como forma de garantir que se «alguma coisa corresse mal», seriam os seus próprios bens os primeiros a responder por eventuais prejuízos infligidos à câmara.
Esta Hipoteca, felizmente nunca foi acionada, e só foi levantada no dia em que essa pessoa se reformou.
Para todos aqueles que levantam questões sobre a forma de CONTROLAR A DESPESA PÚBLICA, nomeadamente aquela despesa para a qual não existe justificação plausível eu deixo a questão;
Aceitariam o cargo nestas condições ?
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
GRANDE DESCOBERTA CIENTIFICA, PODE REVOLUCIONAR COMPLETAMENTE A NOSSA DEMOCRACIA
Cientistas da Universidade de Miranda do Corvo, descobriram este fim de semana, a razão porque 3,200,000 de portugueses continuam a votar no PS e no PSD.Segundo os cientistas esse facto aparentemente inexplicável deve-se à acção de um verme, cujo nome e caracteristicas aqui partilhamos;
Dicrocoelium dendriticum é uma espécie de trematódeo da família Dicrocoeliidae. É um parasita de ruminantes, alojando-se no fígado.[1] Raramente infecta humanos.[2] O "Dicrocoelium dendriticum" é um verme parasita que vive no intestino das vacas. Seus ovos contaminam as fezes do animal e formigas são contaminadas com essas larvas, e então ocorre o mais surpreendente; a larva instala-se no cérebro do inseto e passa a ordenar um comportamento anormal.
Em vez de voltar ao formigueiro, toda noite a formiga vai para a ponta de uma folha de erva e fica parada lá a noite inteira. Se ela for comida por uma vaca, recomeça-se o ciclo. Se ela não for comida, volta para o formigueiro e comporta-se normalmente até o dia seguinte. Esse comportamento "lobisomem" acontece porque, se a formiga ficasse na ponta da erva durante o dia, acabaria ressecada, matando tanto a si quanto ao verme.
Os cientista da Universidade de Miranda do Corvo, estão muito orgulhosos pela descoberta e esperam poder ter contribuído para a explicação de mais um fenómeno que ultrapassa a capacidade de entendimento da esmagadora maioria das pessoas, com um QI, superior ao de uma formiga...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Sair do €URO, voltar ao E$CUDO ?
Confrontados que estamos com a aparente insensibilidade pragmática dos nossos credores, representados pela TROIKA ( BCE/FMI/CE ), que nos mantêm presos a um programa de AUSTERIDADE quase exclusivamente FISCAL, e nos vai confrontar em 2013, inevitávelmente com o cenário Grego, deixando-nos num aparente beco sem saída, de falências de empresas em cascata, uma taxa de desemprego superior a 20% da população activa, desempregados sem qualquer protecção social, pessoas sem habitação, fome & miséria, em suma o CAOS, resulta óbvio que dificilmente este cenário nos irá permitir, reduzir o nosso stock de divída, pois este não só irá continuar a aumentar como os respectivos custos de serviço de divida, irão continuar a contribuir para os persistentes e elevados déficits nas contas públicas fechando assim a espiral negativa de, mais deficit, mais divida, menos economia, logo mais deficit, mais divida....
Se a ideia é EXPULSAREM-NOS DO EURO, então eu diria que estamos no caminho certo, porque a dada altura não iremos ter mesmo outra alternativa, contudo e crendo eu que não é essa a ideia europeia, mais tarde ou mais cedo, alguem terá de «alargar os cordões à bolsa», e perdoar-nos uma parte da divida ou suspenderem-nos a cobrança de juros, ou alargarem-nos prazos de pagamento, ou as 3 em conjunto e simultaneo, e entretanto não mais recuperaremos a nossa soberania orçamental, porque estão a ser dados passos concretos e defintivos no sentido de uma INTEGRAÇÃO BANCÁRIA EUROPEIA, INTEGRAÇÃO FISCAL & ORÇAMENTAL EUROPEIA, de todos os 17 países da Zona Euro.
Começa a ficar claro para todos que a nossa permanência no EURO, não nos irá permitir voltar a poder decidir sobre o que fazer ao dinheiro dos nossos impostos, por isso cada vez há mais pessoas, que ponderam a nossa saída do Euro, como forma de recuperarmos a nossa soberania orçamental.
Porquê ?
Porque de facto e apesar de todas as graves consequências de curto prazo, para a nossa economia, iriamos recuperar a ferramenta de POLITICA MONETÁRIA, que perdemos em 1992, quando nos preparámos para aderir ao Euro. Com ela recuperariamos a possibilidade de DESVALORIZAR O ESCUDO, ajustando-o à nossa competitividade externa, porem os custos de curto prazo ( 3 a 5 anos) poderiam ser suficientemente devastadores ao ponto de anularem qualquer efeito desta ferramenta, por isso a nossa saída do EURO, deve ser muito bem ponderada e discutida, e colocada no plano da opção Nuclear, ou seja, só depois de tentarmos tudo para a evitar.
Porquê ?
Porque sem a actual «pressão externa» as contas públicas iriam voltar a estar exclusivamente nas mãos dos politicos eleitos pelos portugueses, os mesmos, que nos trouxeram até aqui, escudados numa democracia exclusivamente representativa e blindada por um sistema eleitoral, que excluí à partida todos os cidadãos que não façam parte das elites partidárias do regime. Por outras palavras, voltariamos a estar «novamente entregues aos bichos».
As opções dos portugueses começam a ficar claras & Transparentes, como a água que brota da nascente do Zezere.
Se a nossa democracia tivesse evoluído nos ultimos 38 anos, para uma DEMOCRACIA VERDADEIRA, e não se tivesse mantido algo meio indefinido entre uma filha primógénita do estado novo e uma democracia exclusivamente representativa do tipo latino americano, eu diria que os portugueses teriam todas as razões para continuar a acreditar que enquanto país, nós teriamos alguma chance de sobreviver, fora do EURO, embora nunca fora do espaço económico da UE.
Contudo, e pelo que já tivemos a oportunidade de perceber, a Constituição de Repúbica Portuguesa está blindada, à possibilidade de propostas de alteração com origem na sociedade civil pelo seu artigo 285º, e define também não só o sistema eleitoral, como o próprio método de apuramento dos votos, caso único em toda a Europa (!!??).
Por outro lado, os portugueses foram mantidos afastados da politica, pelo método da «compra de votos», utilizado por todos os governos sem excepção, que em ano de eleições, distribuiam «cenouras », levando-nos a votar nos mesmos partidos de sempre, e garantindo que dessa forma, nunca ninguém iria querer saber da politica para nada. Foi assim que aqui chegámos, e aqui estamos, sem saber muito bem como se organiza o nosso estado, ou conhecer as nossas contas públicas, para alem do que os media, nos transmitem, ou nos querem transmitir.
Posto isto será importante reflectir, se nós, enquanto povo, estamos mesmo em condições de eleger pessoas capazes de nos governar de forma a não voltarmos a precisar de intervenções do FMI ( 1978/9 - 1983/85 ) ou de qualquer Troika ( 2011....), e nesse caso se a nossa soberania politica & orçamental é tão ou mais importante que ter comida na mesa ?
Porque em última análise é disso que se trata;
Estaremos nós à altura de nos governarmos ? Os factos dizem-nos que não. Se assim é, sair do Euro não é uma opção.
Se acredita que sim, que a nossa actual democracia, nos irá permitir seguir um caminho diferente do que seguimos até aqui, então sair do Euro, mais do que uma opção é o caminho certo.
A minha última dúvida, é saber se ainda estamos em condições de escolher, ou se não escolheram já por nós ?
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
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