segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O NUMERO DE ELEITOR - Até quando será preciso?

O grande acontecimento, amplamente difundido, pelos media e mesmo alguns lideres partidários, que mais uma vez se limitaram a vir «pedir responsabilidades» ( depois da asneira feita ), foi o «knock-out» dos servidores da Comissão Nacional de Eleições, que impediu as 4260 juntas de freguesia do país de darem uma resposta em tempo real, ás pessoas que SE DEIXARAM CHEGAR AO DIA DAS ELEIÇÕES SEM SABER O SEU NUMERO DE ELEITOR.

Quer queiramos quer não e independentemente das habituais falhas do estado, que tem que lidar com quase 11 milhões de pessoas, todos os dias, temos A RESPONSABILIDADE DE CADA UM.

Um dia antes, qualquer pessoa que tivesse enviado uma SMS 
( RE[espaço] Numero do BI ou CCid[espaço]Data de nascimento no formato AAAAMMDD ), para o 3838 teria obtido de imediato O NUMERO DE ELEITOR assim como a FREGUESIA onde deveria votar.

Foram muitos os eleitores que o fizeram, posso afirmar mesmo com razoável grau de certeza que uma clara maioria de 70% o fez, tal era o numero de pessoas que se nos apresentou com o telemóvel na mão.

Porem houve cerca de 20 a 30% de pessoas que DEIXARAM ISSO PARA A ULTIMA HORA, ficando sujeitos portanto ás vicissitudes dos sistemas informáticos e as suas limitações.

Mais uma vez,  para quem não saiu do sofá e só viu televisão, a ideia que passou é que teria sido uma maioria de pessoas com este problema, mas posso assegurar que na assembleia de voto onde estive presente e num total que superou os 3,000 votantes, as pessoas que NÃO SABIAM QUE O SEU NUMERO DE ELEITOR É MAIS IMPORTANTE QUE QUALQUER OUTRO DOCUMENTO, na hora de votar não passou das 100 , e provavelmente cerca de metade destas pessoas eram jovens que exerciam o seu direito de voto pela primeira vez.

Informações Úteis:

1 - Para alem das sms, é possível saber o numero de eleitor, junto da junta se freguesia da área de residência que consta no cartão de cidadão.

2 -  Quando substitui o seu BI pelo Cartão de Cidadão e depois de receber em casa a CARTA COM OS CÓDIGOS DO CARTÃO deve ter o cuidado de ACTIVAR O CARTÃO DE CIDADÃO, senão receber essa carta nos 30 dias posteriores à emissão do cartão deve-se dirigir ao local de emissão do mesmo e reclamar POR ESCRITO a obtenção desses códigos no local, ou o envio via ctt.

3 - AVISO IMPORTANTE: VERIFIQUE A MORADA QUE CONSTA DO SEU CARTÃO DE CIDADÃO, pedindo uma certidão com os dados constantes do mesmo, caso não a obtenha de outra forma.

4 - Pelo menos 15 dias antes de cada ACTO ELEITORAL certifique-se que tem consigo o NUMERO DE ELEITOR CORRECTO, assim como a freguesia em que vota, de preferência através de algum documento oficial onde o mesmo
conste.

5 - Sem o NUMERO DE ELEITOR é impossível ás mesas de voto encontrarem o seu nome porque AS LISTAS NÃO ESTÃO POR ORDEM ALFABÉTICA, nem os numero de eleitor se encontram SEGUIDOS nessas listas.

6 - Se pretende votar num acto eleitoral previamente programado evite renovar / substituir o seu BI, pelo cartão de cidadão no período de 60 dias antes do dia das eleições.

Conclusão Final & Apelo à CNE:

A bem da Democracia, e num espirito de reforço da liberdade civica que esta encerra em si mesma, venho aqui deixar um apelo á Comissão Nacional de Eleições, para que se encontre rapidamente uma solução que permita a qualquer cidadão votar na freguesia da sua residência, com um qualquer cartão de identificação e só.
Seja ele o BI, o CCID, o NIF ou a Carta de Condução.

O nível de abstenção crescente indicia um desinteresse igualmente crescente na participação dos cidadãos nos actos eleitorais, e consequentemente um enfraquecimento da Democracia.

Não nos podemos por isso «consentir o luxo» de sujeitar aqueles que «QUEREM VOTAR», a processos burocráticos que só encontram justificação nas limitações orgânicas de um estado fortemente deficitário em termos humanos, financeiros e materiais.

Não duvidamos no entanto que «havendo vontade politica» todos estes processos poderão ser rapidamente simplificados e actualizados no sentido de facilitar em termos práticos o acto mais nobre da democracia, e através do qual o cidadão expressa a sua vontade de nela participar.

Não quero acabar sem deixar aqui um reconhecimento de ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO e FORÇA DE VONTADE a todos aqueles que aguentaram todo o tempo de espera e com a sua PACIÊNCIA & DETERMINAÇÃO foram sabendo ultrapassar todas 
as vicissitudes a que foram injustamente sujeitos e que no fim acabaram por exercer o seu direito de voto de forma digna e exemplar. A esses homens e mulheres o meu mais profundo agradecimento.

Um bem haja a todos.


http://www.portaldoeleitor.pt

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

www.d10passos.com - PRESIDENCIAIS EM 10 PASSOS

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Impacto real de uma taxa de juro próxima dos 7%...

     Cada Português, Pais, filhos, enteados, netos, padres, policias, advogados, arquitectos, economistas, politicos, varredores de ruas, jogadores de futebol, empregadas de limpeza, etc… irá ter que suportar nos próximos 10 anos cerca de + 1,400€ só pelo acréscimo na taxa de juro suportada  por Portugal em relação á Alemanha, e unicamente referente ao montante de divida colocada pelo estado português em 2011, que equivale a cerca de 30% da divida total do estado português. Tomando os presentes calculos por referência e se as taxas de juros se mantivessem ( a este nivel  insuportável ) durante os próximos 2 anos, toda a divida pública estaria a ser financiada a estas taxas e caberia então a cada cidadão, cerca de + 4,200€ de juros no final dos 10 anos só resultante da diferença de taxa entre Portugal e Alemanha. Em 2011, o estado português irá suportar + de 7,000,000,000€ de Juros, o que equivale a + de 650€ por cada português no final do ano, só de Juros!!

Confirme o conteudo deste texto aqui;
http://www.scribd.com/doc/46868245/Juros-divida-publica-PT2011  

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eis pois, a Revolução!

( publico este texto que me chegou por email, e com o qual concordo na totalidade à excepção do 6º ponto, que ainda assim publico na mesma, desconheço o autor, mas se o mesmo entender assumir a autoria do texto, bastará comunicar-me e eu colocarei de imediato o seu nome no mesmo. ) 


Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!

As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!

De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":

1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias  massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico,  financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.

Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...



( Autor desconhecido )

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Haverá uma solução para a actual crise? Ou resta adaptarmo-nos?

Mais do que dificuldade em emprestar dinheiro, com que os nossos bancos em breve se defrontarão – por agora ainda estão a enfrentar o drama do exponencial crescimento do crédito mal parado, cujo montante excede largas vezes o valor mediaticamente divulgado –  os nossos bancos irão deparar-se com a falta de desejo de crédito por parte, quer das empresas,  quer dos particulares.  Uns porque simplesmente não reúnem as condições mínimas para lhes aceder – mais conhecidos pelas CIGARRAS- outros porque sempre pouparam e vêem no crédito uma armadilha, que os coloca ao dispor dos bancos – as FORMIGAS – logo não irão recorrer ao mesmo.


Na década de 30, as economias funcionavam fechadas sobre si mesmas, dado que os transportes eram caros e não permitiam a celeridade de hoje, uma politica concebida e aplicada num sistema fechado como a que assentou no INVESTIMENTO PUBLICO, através do celebre «new deal» americano, permitiu às economias ocidentais, irem recuperando lentamente á medida que iam abandonando o padrão ouro.
Hoje como sabemos, já nem sequer existe o padrão dólar/ouro, nem as economias são fechadas antes pelo contrário, logo o que resultou há 80 anos atrás está irremediavelmente condenado ao fracasso, hoje.

Perante isto onde estará a solução para a actual crise?

Na realidade não existe uma solução, nem somente um conjunto de soluções, pois em sistemas dinâmicos, com inúmeras realidades a interseccionarem-se em tempo real, a alteração numa pequena variável terá efeitos tão favoráveis quanto desfavoráveis ao resultado pretendido inicialmente, logo qualquer solução terá que ser «pensada» para intervir no maior número de variáveis possível, em simultâneo, o que irá obrigar a decisões conjuntas e abrangentes, como até aqui nunca foram tomadas.

Se tivermos em conta que actualmente qualquer centro de decisão seja ele privado ou publico toma decisões multinivel  ( ex: Governo português, toma decisões a nível interno,  central & local , e a nível externo na EU, enquanto estado membro de pleno direito e fora da EU ), facilmente percebemos que a complexidade das decisões subiu exponencialmente nos últimos 80 anos, e com ela a complexidade da actual crise.

A actual crise sistémica, é na sua essência uma crise gerada por um reequilíbrio  geoestratégico mundial, onde os dois grande blocos económicos dos últimos 4 séculos, foram definitivamente relegados para uma posição paritária com os novos blocos asiáticos, liderados pela China, Índia e Rússia ( embora ainda noutra escala ) em que o Brasil surge aqui como um «out-sider»  e na realidade o grande balão de oxigénio ocidental . (consulte os volumes de investimento Europeu / Americano neste país na ultima década).

É provável e natural que o nível de vida Euro/Americano depois de descer 30 a 40% durante a actual década, estabilize, mas esse fenómeno está – e irá continuar - a confrontar as novas gerações com um facto inédito até aqui; As novas gerações irão ter um nível de vida inferior à dos seus pais!
(Infelizmente não é uma novidade para os portugueses que saíram nos últimos anos ou estão a sair actualmente da faculdade)

Ao contrário do que se possa pensar, não há nada que o Governo Português - seja ele de que partido for, tenha ou não o apoio da maioria dos cidadãos – possa fazer para contrariar estes reequilíbrios, pois os mesmos estão absolutamente fora da sua esfera de influência.

Direi mesmo que nem a Europa nem os EUA, terão já sequer uma palavra a dizer, sobre os novos reequilíbrios geoestratégicos mundiais, restando-nos hoje uma PROCESSO DE ADAPTAÇÃO, que será tanto ou mais doloroso, quanto for a nossa CAPACIDADE DE ANTECIPAÇÃO, ao que nos espera, os políticos pouco ou nada podem fazer por nós, e os actuais meios de comunicação são hoje um forte entrave, ao conhecimento da VERDADE.

Deixo uma palavra de ânimo e apoio a todos aqueles que abraçaram a PERMACULTURA e se encontram já numa fase de TRANSIÇÃO, pois serão vocês as pessoas com mais facilidade de se adaptarem ao que nos espera nas próximas décadas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Presidenciais 2011 - Subvenções Públicas ás Campanhas

PRESIDENCIAIS 2011

Hipótese

Candidato A: 50%
Candidato B: 40%
Candidato C: 5% + 1 voto
Outros candidatos+votos em branco: 5%


20% *5,000,000€ =1,000,000€ / 3 = 333,333,33€ a cada candidato.

Candidato A;
80% *5,000,000€ = 4,000,000€ * Votos A /(Votos A+Votos B) = 55,55%  = 2,222,222€ + 333,333€ = 2,555,555€ (51,11%)

Candidato B;
80% *5,000,000€ = 4,000,000€ * Votos B / ( Votos A+Votos B) = 44,45% = 1,777,778€ + 333,333€ = 2,111,111€ (42,22%)

Candidato C;
333.333€ (6,66%)

Nota: SMN 2011=500€ (valor esperado)*10,000= 5,000,000€.

Conclusão: A lei beneficia os candidatos mais pequenos de entre os que obtenham pelo menos 5% dos votos e despreza os restantes com menos de 5% do votos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DIVIDA PUBLICA TOTAL

Divida publica, Divida privada, Divida interna, Divida externa, Divida bruta, Divida liquida, são tantas as formas de divida que se torna quase impossível ao cidadão comum, perceber realmente, quem é que deve o quê e a quem..!!??
Nesse sentido vamos tentar esclarecer neste texto a Divida Publica; tudo o que o estado, empresas e instituições públicas devem, por contraposição á Divida Privada; divida dos Bancos e empresas privadas.


A divida publica total (DPT) subdivide-se em 3;
A divida publica administrativa (DPA), a divida do sector empresarial do estado ( DPSE), e a divida resultante das Parcerias Publico Privadas (DPPP).
A DPA, resulta da acumulação ao longo de + de 30 anos , dos famosos deficits anuais da conta geral do estado (CGE).
A DPSE, resulta da soma de todas as dividas de todas as empresas publicas, sejam elas nacionais ( TAP, CP ), locais ( STCP, CARRIS, METRO), ou municipais ( GEBALIS, EPUL ).
A DPPP, resulta da divida assumida pelo estado para os próximos 30 a 40 anos resultantes da construção de estradas, pontes, e outras obras publicas de vulto, construídas e pagas antecipadamente por Bancos e Empresas privadas, mas cujo custo será futuramente suportado pelo estado.


Com a imposição do pacto de estabilidade que dá suporte ao EURO, os vários governos assumiram o cumprimento, de um deficit anual máximo de 3% do PIB, uma divida publica administrativa (DPA) não superior a 60% do PIB.


A forma encontrada pelos vários governos Europeus, para contornar estes limites foi desviar do perímetro do orçamento de estado, aquelas despesas necessárias para amealhar capital eleitoral, sem que a consequente acumulação de divida, fosse «detectada» pelas instituições europeias a quem o governo tem de apresentar contas.


Fizeram-no, através da sucessiva criação de empresas publicas, nacionais, locais, municipais & fundações, que deixam de depender directamente do OGE, embora existam «penduradas» nele de forma indirecta, por outras palavras -DPSE e também através das Parcerias Publico Privadas - DPPP.


Indiferentes a tudo isto estão «os mercados» que nos emprestam e têem acesso a toda esta informação pormenorizada, melhor do que nós. 


Em 2008, a DPA, era de 110 376 milhões de euros, a DPSE era de 32 836 milhões de euros e a DPPP de aproximadamente 50 000 milhões de euros, sendo a DPT equivalente a 193 212 milhões de euros.
Sendo que o PIB português em 2008 foi de aprox. 166 462 milhões de euros logo a DPT equivalia em 2008, a 116,1% do PIB.


Estima-se que no final de 2010 este rácio irá ultrapassar seguramente os 140%, e continuará a crescer mesmo com a aprovação do OGE 2011, que prevê um Deficit de 4,6% do PIB, e como sabemos dificilmente será cumprido.




Nota: CGE – Conta Geral do Estado, contas do estado após execução do OGE- Orçamento Geral do Estado, por outras palavras, contas efectivas vs contas previsionais ou esperadas.